sexta-feira, 30 de abril de 2010

Green Day fará shows no Brasil em Outubro

Por Rodrigo Gonçalves


Após 12 anos longe do país, a banda norte-americana Green Day se apresentará no Brasil em outubro, de acordo com a confirmação da gravadora Warner. O grupo, que divulga seu mais recente trabalho "21 century breakdown", vencedor do prêmio de Melhor Disco de Rock no Grammy 2010, fará shows no Rio de Janeiro e São Paulo, mas ainda não há informações sobre as datas e locais das apresentações.

Coincidentemente, a banda americana também era um dos nomes cogitados para a edição brasileira do festival de Woodstock, que aconteceria no mesmo mês, na região de Itu, no interior de São Paulo, mas a realização do festival ainda não foi confirmada.

O trio, liderado pelo vocalista e guitarrista Billie Joel Armstrong, foi criado em 87 na Califórnia e alcançou o sucesso mundial em 1994, com o disco “Dookie” e hits como “Basket case” e “She”. O grupo tem oito álbuns lançados, já ganhou quatro Grammys e vendeu 22 milhões de cópias apenas nos EUA.

Enquanto aguardamos mais notícias, uma pequena prévia do show: o vídeo de “Boulevard of broken dreams”, ao vivo!


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Integrantes do Keane e do The Killers se unem em projeto country

Foto do blog oficial da banda: http://mtdesolationofficial.blogspot.com/

Por Luciana Aguiar
A banda country Mt Desolation, que une integrantes do Keane, do The Killers, do Noah and the wale e Mumford anunciou há algumas semanas que está em estúdio para gravação do primeiro álbum. O trabalho deverá ser lançado até o final deste ano. O grupo, que terá cerca de 13 colaboradores, fará estréia nos palcos londrinos no dia 4 de junho.
Estão no projeto musical o violinista Tom Hobden (Noah and the wale), Tim-Rice Oxley (pianista e vocalista do Keane), o baterista do Killers, Ronnie Vannucci e o tocador de banjo Winston Marshall (Mumford).



sexta-feira, 9 de abril de 2010

Morre o criador dos Sex Pistols, Malcolm McLaren


Por Rodrigo Gonçalves

Malcolm McLaren, "inventor" dos Sex Pistols e um dos articuladores mais criativos da história da música pop, morreu nesta quinta (8), aos 64 anos, em Nova York. Ele sofria de câncer.

Na década de 70, Malcolm, que possuía conhecimentos de marketing pop, se juntou a quatro garotos desocupados (Steve Jones e Paul Cook - respectivamente guitarrista e baterista - Glenn Matlock, baixista e o vocalista John Lydon, que matavam tempo em Londres e criou a landária banda que detonou o movimento Punk na Inglaterra, atingindo sucesso e polêmica na mesma medida. O álbum Never Mind the Bollocks é considerado um dos melhores discos de rock de todos os tempos.


Após a separação dos Sex Pistols, McLaren continuou sua carreira nos anos 80 à frente do grupo Public Image Limited. “Sem Malcolm McLaren não teria havido o movimento punk”, disse o jornalista Jon Savage, autor de um livro sobre a história do punk e dos Sex Pistols, chamado “England's Dreaming”. "É uma das poucas pessoas que teve um impacto excepcional na vida social e cultural do país”, completou o escritor.


Mais tarde lançou seus próprios projetos musicais, como o álbum “Duck Rock” de 1983, e teve grande êxito na Grã-Bretanha com canções como “Double Dutch”. Malcolm McLaren continuou lançando álbuns até a primeira década deste século, entre eles “Shallow - Musical Paintings”, no ano passado. Seu corpo será levado a Londres e enterrado no cemitério de Highgate.


Fonte: Rolling Stones e Jornal A Tarde


quarta-feira, 17 de março de 2010

A-ha se despede do Rio com show emocionante


Por Rodrigo Gonçalves

Foi a segunda melhor apresentação da banda norueguesa A-ha no país. Perdeu somente para os dois shows históricos numa Apoteose lotada, em 1989, no auge da banda. No último sábado (13), o trio se despediu do público carioca, pois resolveram terminar as atividades no fim de 2010, relembrando sucessos e baladas dos mais de 20 anos de carreira.


Mas antes de falar do show, vamos voltar ao final dos anos 80 e início dos 90, onde o a-Ha era uma verdadeira febre no país. As Fms tocavam "Take On Me", "Cry Wolf", "Touchy!" e "You Are The One" sem parar. As garotas se descabelavam. A banda norueguesa vendia muito, mas muito mesmo. Hoje, as coisas mudaram um pouco...


Os fãs trintões, um pouco menos histéricos, curtem mais a banda na sua maturidade. Morten Harket, o vocalista, continua dando os seus agudos praticamente perfeitos, mas quase não se movimenta pelo palco, talvez mais concentrado em sua música, diferente de outras épocas. A interação com o público ficou a cargo do simpático tecladista Magne Furulhomen. o guitarrista Paul Waaktaar-Savoy era o mais quieto. As músicas mais aplaudidas e cantadas em coro ainda são os velhos sucessos do final dos anos 80.


Ou seja, o A-ha ficou mais maduro, mudou seu comportamento no palco e mesmo assim, não deixou de emocionar seus fãs. As cercas de 7 mil pessoas que foram ao Citibank Hall relembraram de sua infância e adolescência, certamente cercada de melodias dos noruegueses.


Quando o show começou, por volta das 22h20, com a introdução do compositor clássico norueguês Edvard Grieg, a multidão já ocupava seu lugar para ouvir a boa "The bandstand", do último disco "Foot of the mountain", que abriu o show, seguida pela faixa-título e por "Analogue” de 2005. A primeira parte do show foi marcada por músicas mais recentes e, é claro, deixaram o ápice para depois.


Sempre focando suas músicas no SynthPop dos anos 80, o trio derramou pérolas inesquecíveis como "The blood that moves the body", "The living daylights", do filme 007-Marcado para morrer, além de "Stay on these roads" e uma versão acústica de "You are the one", canção que não tocavam há muito tempo. Um grande telão, atrás da banda, mostrava clipes originais das músicas e ajudava a manter a emoção, com visual de primeira.


Na parte final do show, a balada "Hunting high and low" derramou lágrimas em muita gente, e vendo que o fim se aproximava, o público vibrou com "The sun always shines on TV", nem se tocando com a falta de “Touchy!” no repertório, e após um breve intervalo, “Take on me” encerrou uma longa história de amor com os cariocas.


Antes de ir embora, os fãs ainda viram o nome da banda e o ano de 1985 juntamente com um agradecimento ao Rio, no telão. Ficam as lembranças da banda que bateu o recorde de público em um show pago, ao se apresentar para quase 200 mil pessoas no Rock in Rio 2, em 1991. O A-ha, em sua turnê de despedida, ainda passou por Bauru, São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife e Brasília.


P.S: A lamentar, somente a falta de organização do Citibank Hall. Filas enormes faziam es pessoas esperarem, em média, duas horas para pegarem seus ingressos, comprados com antecedência pela internet. Muita gente entrou com o show já iniciado...


Abaixo, o set list do show no RJ:

Bandstand

Foot of the Mountain

Analogue

Forever Not Yours

Minor Earth Major sky

Summer Moved On

Move to Memphis

The Blood That Moves the Body

Stay on These Roads

The Living Daylights

Early Morning

You Are The One

Crying in the Rain

Scoundrel Days

Swing of Things

Manhattan Skyline

I’ve Been Losing You

We’re Looking for the Whales

Cry Wolf

Encore 1

Train of Thought

Hunting High and Low

The Sun Always Shines on TV

Encore 2

Take On Me

quinta-feira, 4 de março de 2010

Coldplay: impecável até debaixo d´água!


Nem a intermitente chuva foi capaz de apagar o brilho da banda
na apresentação aos cariocas

Por Luciana Aguiar


Chovia na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, quando o Coldplay subiu ao palco para tocar Life In Technicolor. Finalmente o tão esperado 28 de fevereiro de 2010 chegara para os milhares de fãs que, além de espremerem para buscar a melhor forma acompanhar o que se passava no palco, procuravam se resguardar da interminável chuva que caía desde às 6 hs da tarde. A deixa para o que viria, apesar de muitos nem se darem conta por acharem que a banda tinha um perfil diferenciado demais para aquela ocasião, foi antes na excelente apresentação intimista e com um tom etéreo, mas, excelente, da banda Bat for Lashes no segundo show de abertura.

No show do Coldplay, além dos grandes hits, esteve presente também uma grata surpresa: a banda tocou a canção Shiver, que há três anos não aprecia no setlist de grandes apresentações. Chris Martin e cia impressionaram o público pela qualidade técnica sonora (impecável!), pela simpatia e por terem revelado que a banda amadureceu, se reinventou e se tornou referência entre os grandes ídolos de arena.
A iluminação e os efeitos visuais do local, aliás, foram um show à parte, com direito à chuva (sob a chuva) de pequenos e multicoloridos papéis picados em forma de borboleta e fogos de artifício ao final da apresentação, como em uma grande celebração pela vida. Mas isso também não pareceu-nos ter sido à toa, já que o nome da tourné (o mesmo do último trabalho do grupo) é: Viva la vida.

Ao final da apresentação os fãs, extasiados, deixaram a Praça da Apoteose com a impressão que valeria à pena voltar o tempo em algumas horas para reviver tudo outra vez. Chuva?Alguém realmente notou que chovia? Um viva à vida! Viva a vida! Vivas Coldplay! E um breve retorno para não deixar muitas saudades...
Abaixo, o setlist do grande show:

"Life In Technicolor""Violet Hill""Clocks""In My Place""Yellow""Glass Of Water""Cemeteries Of London""42""Fix You""Strawberry Swing""God Put A Smile Upon Your Face/ Talk""The Hardest Part""Postcards From Far Away""Viva La Vida""Lost!""Shiver""Death Will Never Conquer""Don Quixote""Viva La Vida" (remix)bis"Politik""Lovers In Japan""Death And All His Friends"bis"The Scientist""Life in Technicolor 2"

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Bandas independentes gravam disco em prol do Haiti




Após a canção “Everybody Hurts”, do R.E.M. ser regravada por cantores famosos em prol do Haiti, agora é a vez de bandas independentes se juntarem para gravar um disco em benefício dos haitianos.


O trabalho traz versões remixadas e gravações inéditas de bandas como Keane, Snow Patrol, Beck, Vampire Weekend, além de Julian Casablancas, do Strokes, entre outras.


O álbum, entitulado “Hear to help”, já saiu em CD e foi lançado recentemente na internet pelo valor de US$10. A renda obtida com o registro será destinada à instituição Oxfam America's Haitian, para ajudar às vítimas do terremoto que abalou o país em janeiro.

O repertório de "Hear to help" terá as seguintes faixas:


01. "Volcano" (Acoustic) (Beck)

02. "You will. You? Will. You? Will. You? Will" (Snow Patrol)

03. "Black burning heart" (Keane)

04. "So light is her footfall" (Breakbot Remix) (Air)

05. "Dandelion" (Charlotte Gainsbourg)

06. "Long island blues" (Julian Casablancas)

07. "Am I only" (Remix) (Black Rebel Motorcycle Club)

08. "We're gonna rise" (The Breeders)

09. "Cousinz" (Toy Selectah Mex-More Remix) (Vampire Weekend)

10. "Love of an orchestra" (Chew Fu Fix) (Noah And The Whale)

11. "The world is full of strangers" (Camera Obscura)

12. "Broken China" (Minus The Bear)

13. "Take me out" (Of Montreal)

14. "Running water" (Busdriver)

15. "Take it easy" (Remix) (Surfer Blood)

16. "And I was a boy from school" (Grizzly Bear)

17. "Endings are beginnings" (Piano Mix) (AM)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Fantástico retorno aos anos 90...



Apresentação do The Cranberries no Rio: grandes hits e voz impecável de Dolores O´riordan






Por Luciana Aguiar

Memorável! Certamente essa é a palavra que melhor define a apresentação da banda irlandesa The Cranberries, no Rio, no último dia 28. Apesar de terem ficado separados por sete anos, o The Cranberries mostrou entrosamento e qualidade, os mesmos atributos que os transformaram em uma das bandas de pop/rock mais bem conceituadas e reconhecidas do mundo.


O show, impecável, impressionou não apenas pela afinidade do grupo, mas, principalmente, pela bela e potente voz de Dolores O´riordan. Se ao ouvir os CDs havia alguma desconfiança de que as incríveis mudanças de timbre e jogo de vozes dela eram “incrementados” com efeitos sonoros, ao vivo não resta dúvida: que voz incrível! Essa mistura toda ficou ainda mais lúdica ao ouvir os grandes hits com batidas que às vezes remetiam aos sons celtas... Essa impressão, aliás, ficou ainda mais nítida ao vislumbrar o painel atrás do palco, como uma imensa árvore, multicolorida, iluminada de acordo com o ritmo das canções. Além das músicas da banda, o grupo apresentou faixas dos trabalhos solos de Dolores, com destaque para as belíssimas canções de No Baggage, lançado no ano passado.


Abaixo, o set list do show:


How
Animal Instinct
Linger
Ordinary Day
Wanted
You and Me
Dreaming My Dreams
When You're Gone
Daffodil Lament
I Can't Be With You
Pretty
Ode to My Family
Free to Decide
Waltzing Back
Switch Off the Moment
Salvation
Ridiculous Thoughts
Zombie
Empty
The Journey
Promises
Dreams