
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
A-ha encerra carreira em show realizado em Oslo

quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Após mudança na sonoridade, Kings of Leon entra de vez no Mainstream. E isso não é ruim...
Por Rodrigo Monteiro GonçalvesO Kings of Leon, banda americana formada pelos irmãos Followill, Caleb (guitarra e vocal), Jared (baixo), Nathan (bateria) e pelo primo Matthew (guitarra), lançou em 2003 o seu primeiro disco, chamado “Youth and Young Manhood”, atraindo toda a atenção da crítica inglesa, com destaque para a música "Molly's Chambers', que de cara se tornou o hit da banda.
Um ano depois, o segundo trabalho – “Aha Shake Heartbreak” – confirmou o crescimento dos caras. O álbum reafirmou a presença da banda no cenário internacional, vendendo mais de 500 mil cópias na Inglaterra em um ano. A partir daí, passaram a abrir shows do U2 e participaram de turnês com grandes bandas, como Pearl Jam e Bob Dylan. No terceiro (“Because of The Times”), e principalmente no quarto disco dos KOL (“Only by the Night”) ficou perceptível a evolução da banda e a vasta criatividade que eles conseguiram consolidar. Sucessos como “Close”, “Use somebody” e a enérgica “Sex on fire”, fugiram do estilo "Southern Rock" característico da banda, passando visivelmente para algo próximo ao grunge.
O baixo, sempre evidente, faz um dos principais trabalhos deste disco, que quanto mais você escuta, mais gosta. Em suma, “Come Around Sundown” é, sim, um belo disco, e aponta a nova sonoridade dos Kings, gostem os velhos fãs ou não. Talvez seja uma banda para tocar em locais pequenos, mas fica evidente a produção competente, boas canções e que ainda tem tudo para progredir ainda mais, musicalmente.
O vídeo de "Radioactive", o primeiro do novo álbum:
terça-feira, 16 de novembro de 2010
The Wild Trapeze: album solo de vocalista do Incubus traz questionamentos através de belíssimas canções
Por Luciana Aguiar
Que o Incubus seja uma excelente referência no cenário alternativo mundial, não resta dúvidas. Que muito deste sucesso advém da sensibilidade expressa pelas letras feitas pelo vocalista Brandon Boyd, também não. A única dúvida que fica, de verdade, é por que a grande mídia brasileira subestima a capacidade artística da banda (assim como o de tantas outras)? O excelente show feito pelo grupo americano no festival SWU recentemente foi “retalhado” por um canal de TV a cabo que nem ao menos soube escrever corretamente o nome da banda nos créditos do video. Além disso, o espaço destinado aos comerciais ultrapassou (e muito!) o tempo destinado à reapresentação do show. Lamentável! Mas talvez a resposta esteja justamente no tipo de som que a banda produz: questionamentos intimistas e reflexões na voz marcante de Boyd e na mistura de ritmos contundentes feitos por um grupo que parece estar muito mais interessado no processo artístico de se produzir música (e seus efeitos) do que no mainstream em si.
Deparei-me com todos esses questionamentos e reflexões ao escutar o primeiro trabalho solo de Boyd. Após o impacto sonoro não resta dúvidas: trata-se de um artista multifocal, que ora apresenta um belíssimo show vocal, como em "Dance While The Devil Sleeps" ou mostra suas habilidades na percussão em ótimos arranjos como na faixa que dá nome ao disco, “The Wild Trapeze”. Em "Runaway Train", o primeiro single, matamos um pouquinho a saudade do estilo Incubus de se fazer música. Mas, pessoalmente, em a "A Night Without Cars", Boyd me fez refletir... (ainda mais) sobre as prisões e caminhos que muitas vezes escolhemos para viver. Ainda que os grandes cadernos de cultura nem ao menos citem este artista (e digo artista no sentido de produzir arte mesmo enquanto diferença e autenticidade e não reprodutor de tendências e estilos) fica aqui a dica: talvez muita gente não tenha percebido, mas, The Wild Trapeze é um dos álbuns mais originais de 2010.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Próximo trabalho do R.E.M. já tem nome e sai em 2011
Por Rodrigo Monteiro Gonçalvesquinta-feira, 4 de novembro de 2010
Breve interlúdio perto do fim

Caros seguidores, colegas e amigos
Estamos em falta com vocês... o breve interlúdio se deu por inúmeras mudanças em nossas vidas: casamento, viagens a trabalho, mudança de residência, a perda de uma pessoa querida em nossa família... enfim, mil e uma questões!!! Contudo, em breve, voltaremos a postar, com a mesma dedicação e carinho, as nossas impressões sobre uma das nossas grandes paixões: a música alternativa. Como diria Didi Mocó: Aguardem e confiem, rs.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Album de estreia do Tired Pony relata histórias sobre a escuridão da América

O supergrupo Tired Pony, formado em 2009 pelo vocalista do Snow Patrol, Gary Lightbody e o guitarrista do R.E.M., Peter Buck, lançou seu disco de estreia entitulado "The place we ran from" em julho no exterior. Ainda sem previsão de lançamento no Brasil, o grupo, na verdade, conta com a participação de outros músicos da cena alternativa, como Richard Colburn (baterista do Belle and Sebastian), Zooey Deschanel (atriz e cantora da dupla She & Him) , Ian Archer e Tom Smith (do grupo The Editors), que, aliás, faz uma das melhores atuações vocais do álbum, na faixa “The good book”.
Reunido para mostrar as dores, velhas histórias e o retrato dos Estados Unidos, o belo álbum foi produzido por Jacknife Lee, que trabalhou em praticamente todos os últimos álbuns do Snow Patrol, R.E.M., U2 e Weezer, é quase todo voltado para o country americano, nitidamente influenciado por bandas como Wilco, Calexico, Lambchop, Palace e Smog. Digo “quase”, porque algumas canções remetem ao estilo Snow Patrol, pelos vocais de Gary, naturalmente. Como a linda “Held in the arms of your Words”, “Dead american writers” (a única com cara de hit) e “pieces”, faixa bem legal com um final de guitarras distorcidas, que fecha o disco. Nelas, observa-se o tal estilo inconfundível do SP, o clima começa lento, cíclico, até atingir o clímax no final da música.
Mas o country aparece em canções que tornam o disco diferenciado, como “Get on the road”, em que Gary faz dueto com Zooey, “Point Me At Lost Islands” e “I am a lanslide”, que poderia muito bem estar em algum disco do Neil Young, brilhante vocal de Ian Archer!
Pra fechar, o guitarrista do R.E.M. mostra porque é um dos destaques do projeto, fato notado ao longo de todo o álbum, com muitos slides e participação em outros instrumentos, como bandolins, banjos e violinos, muitas vezes lembrando passagens de canções de “Automatic for the people”, trabalho mais acústico do R.E.M, de 92.
O disco tem excelentes músicos, boas canções que vão lentamente se tornando melhores ao ouvido quando paramos realmente para ouvir o que Lightbody tem a dizer. E o melhor, com previsão de continuação do projeto! Um segundo trabalho estaria sendo planejado...
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Obra de Dylan é reeditada em “lançamentos”
Por Luciana Aguiar
A outra compilação, Bob Dylan - The Original Mono Recordings traz oito álbuns reproduzidos a partir das primeiras versões das músicas gravadas
