sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A-ha encerra carreira em show realizado em Oslo


Por Luciana Aguiar



Após quase trinta anos de uma trajetória muito bem sucedida, o trio norueguês A-ha se apresentou pela última vez no último sábado. O show de despedida foi realizado em Oslo, cidadade onde a banda foi originada.


Os fãs brasileiros despediram-se do A-ha em março deste ano, quando Morten Harcket, Paul Waaktaar-Savoy e Magne Furuholmen apresentaram sucessos inesquecíveis como "You´re the One", "Take On Me" e "Hunting High and Low", além das belíssimas canções do último album "Foot of the Mountain". A banda, uma das mais representativas dos Anos 80, certamente deixará saudades.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Após mudança na sonoridade, Kings of Leon entra de vez no Mainstream. E isso não é ruim...

Por Rodrigo Monteiro Gonçalves

O Kings of Leon, banda americana formada pelos irmãos Followill, Caleb (guitarra e vocal), Jared (baixo), Nathan (bateria) e pelo primo Matthew (guitarra), lançou em 2003 o seu primeiro disco, chamado “Youth and Young Manhood”, atraindo toda a atenção da crítica inglesa, com destaque para a música "Molly's Chambers', que de cara se tornou o hit da banda.

Um ano depois, o segundo trabalho – “Aha Shake Heartbreak” – confirmou o crescimento dos caras. O álbum reafirmou a presença da banda no cenário internacional, vendendo mais de 500 mil cópias na Inglaterra em um ano. A partir daí, passaram a abrir shows do U2 e participaram de turnês com grandes bandas, como Pearl Jam e Bob Dylan. No terceiro (“Because of The Times”), e principalmente no quarto disco dos KOL (“Only by the Night”) ficou perceptível a evolução da banda e a vasta criatividade que eles conseguiram consolidar. Sucessos como “Close”, “Use somebody” e a enérgica “Sex on fire”, fugiram do estilo "Southern Rock" característico da banda, passando visivelmente para algo próximo ao grunge.
Com o número de fãs aumentando a cada ano e fazendo apresentações em grandes estádios, o quarteto do Tennessee emplacou seu quinto disco de estúdio este ano. Intitulado “Come Around Sundown”, o álbum está evidentemente mais encorpado, com refrões pegajosos (característica notada já no álbum anterior), que nada lembra a simplicidade dos primeiros discos. Mas isso não quer dizer que o cd não tem qualidade, muito pelo contrário!
As primeiras cinco canções já valem o investimento. “Radioactive” foi escolhido o primeiro single e “The end” abre o disco enfatizando os males da solidão (“when your all alone/thinking about a better day/when we had it in our bones”). “Pyro” é coisa linda, com claras influências dos amigos do U2, mas fica na sua mente como chiclete. Outros destaques são “Pickup Truck”, “Pony Up”, a “doida” “Mary” é a faixa mais diferenciada do disco, com distorções e onde Caleb tem a oportunidade de mostrar todo seu conteúdo vocal. “Birthday” é uma das minhas favoritas e “Back down south” lembra os primeiros passos dos caras, uma volta às origens, vamos assim dizer.

O baixo, sempre evidente, faz um dos principais trabalhos deste disco, que quanto mais você escuta, mais gosta. Em suma, “Come Around Sundown” é, sim, um belo disco, e aponta a nova sonoridade dos Kings, gostem os velhos fãs ou não. Talvez seja uma banda para tocar em locais pequenos, mas fica evidente a produção competente, boas canções e que ainda tem tudo para progredir ainda mais, musicalmente.

O vídeo de "Radioactive", o primeiro do novo álbum:


terça-feira, 16 de novembro de 2010

The Wild Trapeze: album solo de vocalista do Incubus traz questionamentos através de belíssimas canções


Por Luciana Aguiar

Que o Incubus seja uma excelente referência no cenário alternativo mundial, não resta dúvidas. Que muito deste sucesso advém da sensibilidade expressa pelas letras feitas pelo vocalista Brandon Boyd, também não. A única dúvida que fica, de verdade, é por que a grande mídia brasileira subestima a capacidade artística da banda (assim como o de tantas outras)? O excelente show feito pelo grupo americano no festival SWU recentemente foi “retalhado” por um canal de TV a cabo que nem ao menos soube escrever corretamente o nome da banda nos créditos do video. Além disso, o espaço destinado aos comerciais ultrapassou (e muito!) o tempo destinado à reapresentação do show. Lamentável! Mas talvez a resposta esteja justamente no tipo de som que a banda produz: questionamentos intimistas e reflexões na voz marcante de Boyd e na mistura de ritmos contundentes feitos por um grupo que parece estar muito mais interessado no processo artístico de se produzir música (e seus efeitos) do que no mainstream em si.

Deparei-me com todos esses questionamentos e reflexões ao escutar o primeiro trabalho solo de Boyd. Após o impacto sonoro não resta dúvidas: trata-se de um artista multifocal, que ora apresenta um belíssimo show vocal, como em "Dance While The Devil Sleeps" ou mostra suas habilidades na percussão em ótimos arranjos como na faixa que dá nome ao disco, “The Wild Trapeze”. Em "Runaway Train", o primeiro single, matamos um pouquinho a saudade do estilo Incubus de se fazer música. Mas, pessoalmente, em a "A Night Without Cars", Boyd me fez refletir... (ainda mais) sobre as prisões e caminhos que muitas vezes escolhemos para viver. Ainda que os grandes cadernos de cultura nem ao menos citem este artista (e digo artista no sentido de produzir arte mesmo enquanto diferença e autenticidade e não reprodutor de tendências e estilos) fica aqui a dica: talvez muita gente não tenha percebido, mas, The Wild Trapeze é um dos álbuns mais originais de 2010.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Próximo trabalho do R.E.M. já tem nome e sai em 2011

Por Rodrigo Monteiro Gonçalves


Previsto para Abril de 2011, "Collapse into now" é o nome do próximo álbum de inéditas do trio estaduniense R.E.M. , o 15º da carreira. Quem confirmou a boa notícia foi o empresário da banda, Bertis Down em uma conferência internacional realizada em Manchester, na Inglaterra.


Segundo o baixista Mike Mills, o novo álbum deve ter uma sonoridade diferente do último trabalho dos caras, o aclamado "Accelerate", de 2008. "Com Accelerate, nós estávamos tentando criar um ponto ao fazermos as músicas curtas e rápidas. Então queremos que este novo seja mais expansivo. Nós queremos colocar mais variedade nele, não nos limitar a nenhum tipo de música. Tem músicas lentas muito bonitas, algumas mais legais e rápidas e umas três ou quatro rockers", finaliza o músico.


A banda ainda não anunciou a capa e o tracklist, porém foi divulgado que uma música chamada "Blue" terá a participação da cantora Patti Smith, amiga de Michael Stipe e outra intitulada "It happened today", contará com os vocais de Eddie Vedder, do Pearl jam.


Segundo o site Spin.com, a cantora Peaches também colaborará em uma música que terá a palavra Alligator em seu título. Esta canção apresentará guitarras lideradas por Lenny Kaye, colaborador de Patti Smith.


"Collapse into now" também terá a produção de Jacknife Lee, que já tinha trabalhado com a banda em "Accelerate", "o que torna o álbum mais humano", destaca Mills.


Agora é aguardar, pois este trabalho já está sendo esperado ansiosamente pela mídia especializada e tem tudo para ser um dos grandes álbuns de 2011.



quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Breve interlúdio perto do fim


Caros seguidores, colegas e amigos

Estamos em falta com vocês... o breve interlúdio se deu por inúmeras mudanças em nossas vidas: casamento, viagens a trabalho, mudança de residência, a perda de uma pessoa querida em nossa família... enfim, mil e uma questões!!! Contudo, em breve, voltaremos a postar, com a mesma dedicação e carinho, as nossas impressões sobre uma das nossas grandes paixões: a música alternativa. Como diria Didi Mocó: Aguardem e confiem, rs.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Album de estreia do Tired Pony relata histórias sobre a escuridão da América


Por Rodrigo Gonçalves

O supergrupo Tired Pony, formado em 2009 pelo vocalista do Snow Patrol, Gary Lightbody e o guitarrista do R.E.M., Peter Buck, lançou seu disco de estreia entitulado "The place we ran from" em julho no exterior. Ainda sem previsão de lançamento no Brasil, o grupo, na verdade, conta com a participação de outros músicos da cena alternativa, como Richard Colburn (baterista do Belle and Sebastian), Zooey Deschanel (atriz e cantora da dupla She & Him) , Ian Archer e Tom Smith (do grupo The Editors), que, aliás, faz uma das melhores atuações vocais do álbum, na faixa “The good book”.

Reunido para mostrar as dores, velhas histórias e o retrato dos Estados Unidos, o belo álbum foi produzido por Jacknife Lee, que trabalhou em praticamente todos os últimos álbuns do Snow Patrol, R.E.M., U2 e Weezer, é quase todo voltado para o country americano, nitidamente influenciado por bandas como Wilco, Calexico, Lambchop, Palace e Smog. Digo “quase”, porque algumas canções remetem ao estilo Snow Patrol, pelos vocais de Gary, naturalmente. Como a linda “Held in the arms of your Words”, “Dead american writers” (a única com cara de hit) e “pieces”, faixa bem legal com um final de guitarras distorcidas, que fecha o disco. Nelas, observa-se o tal estilo inconfundível do SP, o clima começa lento, cíclico, até atingir o clímax no final da música.

Mas o country aparece em canções que tornam o disco diferenciado, como “Get on the road”, em que Gary faz dueto com Zooey, “Point Me At Lost Islands” e “I am a lanslide”, que poderia muito bem estar em algum disco do Neil Young, brilhante vocal de Ian Archer!

Pra fechar, o guitarrista do R.E.M. mostra porque é um dos destaques do projeto, fato notado ao longo de todo o álbum, com muitos slides e participação em outros instrumentos, como bandolins, banjos e violinos, muitas vezes lembrando passagens de canções de “Automatic for the people”, trabalho mais acústico do R.E.M, de 92.

O disco tem excelentes músicos, boas canções que vão lentamente se tornando melhores ao ouvido quando paramos realmente para ouvir o que Lightbody tem a dizer. E o melhor, com previsão de continuação do projeto! Um segundo trabalho estaria sendo planejado...


Abaixo, o vídeo promocional de "The place we ran from" :


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Obra de Dylan é reeditada em “lançamentos”



Por Luciana Aguiar


Os fãs de Bob Dylan estão na expectativa. Chegam às lojas, em outubro, dois “lançamentos” da obra do cantor que é revisitada. Uma delas, denominada como The Bootleg Series Volume 9 -The Witmark Demos, traz 47 gravações demo de Dylan feitas entre os anos de 1962 e 1964. As gravações demo incluem canções como Blowin In The Wind, The Times They Are A Changin e Masters Of War, entre outras.

A outra compilação, Bob Dylan - The Original Mono Recordings traz oito álbuns reproduzidos a partir das primeiras versões das músicas gravadas em mono. A coletânea traz canções do disco de estreia do artista, lançado em 1963 até o álbum John Wesley Harding, de 1967.