sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ed Kowalczyk, ex - vocalista do Live, se prepara para três apresentações no Brasil


Por Rodrigo Monteiro Gonçalves

Mais uma oportunidade para os brasileiros curtirem a voz marcante de Ed Kowalczyk, ex – vocalista da banda alternativa americana Live. O cantor virá ao país para três shows (São Paulo, Rio de janeiro e Porto Alegre) e apresentará seu primeiro disco solo, “Alive”, lançado no ano passado.

De acordo com sua assessoria, Ed apresentará repertório inédito, mas sem deixar de lado os sucessos do Live, que vendeu 20 milhões de cópias e emplacou vários sucessos nos anos 90.

A última vez que Ed esteve no Brasil foi em 2003, com o Live, no Brasília Music Festival, tocando para 60 mil pessoas.

SERVIÇO:

SÃO PAULO

30/06, a partir das 21h30
HSBC Brasil (Rua Bragança Paulista, 1281, Chácara Santo Antônio)
R$ 100 (pista, 1º lote), R$ 200 (frisas, cadeira alta) e R$ 250 (pista premium); há meia-entrada para todos os setores
Ingressos: na bilheteria da casa, pelos sites www.hsbcbrasil.com.br e www.ingressorapido.com.br, pelo telefone 4003-1212 e nos pontos de venda credenciados.

RIO DE JANEIRO

01/07, a partir das 23h
Vivo Rio
R$ 100 (pista, 1º lote), R$ 160 (camarotes BB), R$ 200 (pista superior), R$ 220 (pista premium, 1º lote) e R$ 250 (camarotes AA); há meia-entrada para todos os setores
Ingressos: pelo site www.ingressorapido.com.br, pelo telefone 4003-1212 e nos pontos de venda credenciados.

PORTO ALEGRE

03/07, a partir das 22h
Opinião
R$ 60 (primeiro lote), R$ 70 (segundo lote) e R$ 80 (terhttp://www.blogger.com/img/blank.gifceiro lote)
Ingressos: pelo site www.opiniaoingressos.com.br e nas lojas Trópico (Shoppings Iguatemi, Praia de Belas, Moinhos, Total, BarraShopping Sul, Bourbon Ipiranga, Canoas Shopping e Bourbon São Leopoldo).

Mais informações: http://www.edklivebrasil.com/show.php

quarta-feira, 8 de junho de 2011

“Busking for change and changing everything”: Silverchair anuncia hiato





Por Luciana Aguiar

Em mais uma demonstração de extremo respeito aos fãs, a banda australiana Silverchair revelou há algumas semanas, em carta aberta, os motivos que os levaram a decretar uma “hibernação” sem prazo para terminar os trabalhos conjuntos do trio. Após quase 20 anos de carreira lado a lado, Daniel Johns, Ben Gillies e Chris Joannou parecem encontrar mais inspiração nos projetos paralelos que iniciaram há alguns anos.

Lamentavelmente as tentativas de incorporar estas novas referências nos trabalhos apresentados pelo Silverchair não agradaram comercialmente, apesar de a banda ter ganhado diversos prêmios ARIA Awards. Vale lembrar que o último álbum comercial da banda, Young Modern, de 2007, nem ao menos foi lançado aqui no Brasil.

Ao reinventar-se o Silverchair deixa um belíssimo legado de reflexão, criatividade, atitude e sonoridade em canções que em alguns momentos parecem ser um espelho da própria alma de quem escuta (aliás, sou suspeitíssima para falar sobre este assunto, rs). O album Diorama, de 2001, por exemplo, não somente representou uma ruptura abrupta em tudo que a banda havia produzido até então como também consolidou a “vocação” autoral do frontman da banda, Daniel Johns, como um artista completo. Digo artista aqui da mesma forma como me referi a Brandon Boyd (do Incubus) em resenha anterior, como um alguém que realmente se expressa através da arte e leva esta expressão às últimas consequências e a despeito de interesses meramente comerciais. As letras do Silverchair refletem não apenas música, mas a própria alma de Daniel Johns em toda a sua intensidade, complexidade, suavidade, força e contradições.

Ao formar, juntamente com o DJ Paul Mac, o projeto paralelo The Dissociatives, Johns deu asas às inúmeras possibilidades oníricas que os componentes eletrônicos podem aliar à boa música. Mas, ao tentar incorporar este universo ao Silverchair no último álbum de estúdio, apesar de Young Modern ser excelente trabalho, a banda foi excluída do mainstream. Fazendo uma analogia, parece-me que o Silverchair tem diante de si um desafio que muitos de nós temos em nossas vidas cotidianamente: ou nos mantemos independentes e fiéis aos desejos e expressões da nossa alma (e com isto corremos o risco de sermos tachados de excêntricos e não nos “enquadrarmos” nas expectativas alheias ou trilhamos o caminho que outros trilharam, seguindo um rumo conhecido, de fácil empatia, mas solapando a sinceridade e, com o tempo, em consequência, a criatividade que nos dá entusiasmo, vida. Enfim... talvez descobrir o caminho do meio seja a saída e, para isto, nada melhor de um período de interiorização, de reflexão. Talvez seja isto que a banda esteja procurando na busca por si mesma e tomara que se reencontre logo, afinal, sentiremos saudades! Não apenas nós, fãs incondicionais, mas também quem já não aguenta mais escutar mais do mesmo...

Abaixo, para matar as saudades precoces, o video de Tuna in The Brine, a linda canção ao qual faço menção no início deste texto:








sábado, 14 de maio de 2011

Pink Floyd terá discografia relançada este ano







Por Rodrigo Gonçalves

A banda progressiva britânica Pink Floyd, juntamente com sua gravadora (EMI), anunciou lançamentos de pacotes para setembro de 2011. Toda sua obra será remasterizada e relançada em todos os formatos digitais com o nome de "Why Pink Floyd?".

O primeiro pacote intitulado “Discovery”, trará toda a discografia do grupo em estúdio, desde seu primeiro trabalho (The Piper at The Gates of Dawn), de 1967. Já o segundo, “Experience Editions”, constará de versões de luxo para os álbuns “Dark side of the moon”, “The Wall” e “Wish You Were Here”, além de materiais extras, com fotos inéditas e encartes especiais. No terceiro pacote, “Immersion Edition”, os três clássicos citados acima terão uma grande variedade de material, incluindo versões alternativas de músicas, filmes restaurados mostrados durante os shows, encartes ilustrados e outros. Entre os mais esperados bônus da coletânea, está o lendário show “The Dark Side Of The Moon” em 1974, no estádio Wembley, na capital britânica.

Mas ainda não acabou. Em novembro, chegará às lojas a coletânea “A Foot In The Door - The best of Pink Floyd”, que conterá as canções mais conhecidas do grupo reunidas pela primeira vez em um álbum. A versão 5.1 de “Wish You Were Here” estará presente.


O presidente da EMI, Roger Faxon, declarou que se trata de uma colaboração única entre a empresa e um dos grupos mais criativos e influentes da história. "Trabalhamos juntos durante mais de um ano neste projeto que incorpora todos os elementos que faz do Pink Floyd uma das forças inspiradoras da música moderna", enfatizou.

Enquanto aguardamos o material, um vídeo ao vivo de “Another brick in the wall”:





segunda-feira, 18 de abril de 2011

Incubus lançará novo álbum em julho


Por Luciana Aguiar



Após o aclamado trabalho solo de Brandon Boyd lançado em 2010, The Wild Trapeze, a banda americana Incubus anunciou o lançamento de If Not Now, When?, previsto para julho. O novo álbum conta com a produção de Brendan O´Brien, que já trabalhou com bandas como Pearl Jam e Rage Against The Machine. O último trabalho de estúdio do Incubus, Light Granades, foi lançado em 2006. De acordo com Boyd, o álbum é uma "carta de amor destinada ao mundo. É mais obscuro, mais lento, mais definido e mais envolvente do que qualquer outra coisa que o Incubus já tenha lançado". O primeiro single, Adolescents, disponibilizado site oficial da banda, foi divulgado há poucos dias.

terça-feira, 5 de abril de 2011

The National volta ao Brasil para divulgar “High Violet”

Por Rodrigo Gonçalves
A banda americana The National pousa pela segunda vez no país para duas apresentações, no Rio e São Paulo. O quinteto do Brooklin, liderado pelo vocalista Matt Berninger, famoso por sua voz barítona, tem divulgado em entrevistas recentes que deseja fazer um show ainda melhor que no Tim Festival, em 2008, em que tocaram com o MGMT.


Desta vez eles utilizarão vídeos e , é claro, mostrarão músicas de seu quinto trabalho, “High Violet”, um dos discos mais elogiados pela crítica Indie/Rock em 2010.


O The National começou em 1999, mas foi em 2007, com o álbum “Boxer” que o grupo ficou conhecido, através da intensa música “Fake Empire” e chegou a abrir turnês do R.E.M. O baixista Scott Devendorf diz que o título do cd faz referência a um estado de espírito inventado por Matt: “Assim como azul é sinônimo de tristeza, o ‘high violet’ se refere a uma combinação de sentimentos. Nossa música é dramática, emotiva”, conta Scott ao site G1.


Serviço


São Paulo


5 de abril (terça-feira), às 21h30 Citibank Hall - Av. Jamaris, 213, Moema R$ 300 (camarote) e R$ 140 (pista)

Rio de Janeiro

8 de abril (sexta-feira), às 23. Circo Voador - Rua dos Arcos, S/N, Lapa R$ 70 (ingresso promocional válido com 1 quilo de alimento não perecível ou 1 livro ou meia-entrada para estudantes, menores de 21 anos e maiores de 60 anos)

terça-feira, 22 de março de 2011

Out of time, álbum que lançou o R.E.M ao mainstream, completa 20 anos de lançamento



Por Luciana Aguiar

Apesar de o nosso último post ter sido sobre o R.E.M, uma das nossas bandas favoritas − sim caro leitor, aqui podemos nos permitir fugir da isenção jornalística − não há como não comentar que há poucos dias, fãs do mundo inteiro lembraram os 20 anos de lançamento de Out Of Time. O álbum foi um marco na carreira da banda por representar uma transição inequívoca do grupo do cenário indie para o topo das paradas de sucessos do rock/pop mundial. Losing My Religion, primeiro single do álbum, é sem dúvida nenhuma uma das músicas mais tocadas em rádios de todo o mundo, bem como um dos vídeos mais reproduzidos pela MTV americana em todos os tempos.

Em recente entrevista a revista Rolling Stone, o guitarrista da banda, Peter Buck, revelou que o grupo considera o trabalho mais recente Collapse Into Now o melhor realizado pelo R.E.M desde Out Of Time. Tudo bem que achamos este comentário de Buck extremamente modesto, mas, é uma clara referência sobre a importância do álbum lançado em 1991.
Abaixo, o vídeo de "Losing my religion", de Out of time:

quinta-feira, 17 de março de 2011

R.E.M. volta a misturar atitude e emoção em novo trabalho



Por Rodrigo Gonçalves

Após o elogiado e aclamado “Accelerate”, de 2008, algumas dúvidas pairavam na mente de um fã incondicional como este que vos escreve: qual seria o próximo passo do trio estaduniense R.E.M. ? Seguir o que já estava dando certo e fazer um Accelerate “parte 2” ou voltar a discos mais experimentais e com mais apelo pop, como nos anos 90 e 2000? Michael Stipe e cia resolveram juntar tudo isso e fazer um grande disco (novamente). O 15º álbum da carreira, chamado “Collapse into now” foi sendo liberado aos poucos pela rede e finalmente saiu na última semana como um dos 5 álbuns mais vendidos na terra da Rainha e EUA. O disco tem ótimas participações especiais e foi gravado em Nova Orleans, Nashville e Berlin. Com produção de Jacknife Lee, que já havia trabalhado em Accelerate. Com certeza, é cheio de referências de toda a carreira do grupo, como veremos a seguir.

O disco já começa com “Discoverer”. Falemos sério, se esta música fosse feita pelo U2, alguém teria dúvida que viraria hit no momento do seu lançamento? Peter Buck manda muito bem nos riffs de guitarra. “All the best” é chumbo grosso de primeira (queria escutá-la ao vivo), e fica difícil tirar o refrão de “Uberlin” da cabeça. “Oh my heart” é R.E.M. dos tempos de “Out of time”(90) e “Automatic...”(92), com destaque total para o acordeão do tiozão Scott McCaughey e o backing do sempre competente baixista Mike Mills.

Bem, a partir daí começam as participações especiais. Em “It happened today”, Eddie Vedder aparece nos oo-oohhs finais junto com Joel Gibb (do grupo The Hidden Cameras). Na minha opinião, o líder do Pearl Jam poderia ter participado mais. Na diferentona “Alligator Aviator Autopilot Antimatter”, a polêmica cantora Peaches faz dueto com Stipe e “That someone is you” mantém o ritmo, com fôlego punk, nítida referência aos primórdios da banda, poderia ter entrado em “Murmur (81)” ou Reckoning (83)”. A mais rápida do disco.

Na reta final, “Mine smell like honey” virou single, e tem um vídeo engraçadíssimo em homenagem ao cineasta e comediante Buster Keaton. Fica difícil ouvir “Me, Marlon Brando, Marlon Brando and I” e não deixar rolar uma lágrima: “Lay me down/Help me off to sleep/Or take me deep again”. Só essa já valeria o investimento...

O álbum fecha muito bem com a bluezzística “Blue”, com a amiga do peito Patti Smith. Lembra muito o hino “Country Feedback”, é poema puro. “I am made by my times/I am a creation of now/Shaken with the cracks and crevices/I'm not giving up easy/I will not fold/I don't have much/But what I have is gold”. Outra grande canção com a participação dela tinha acontecido em "E-Bow The Letter", do álbum "New adventures In Hi-Fi" (96).

Ao fim desta humilde resenha, pergunto: Por que esses músicos que estão juntos há mais de 30 anos ignorariam os álbuns anteriores, especialmente se esta auto-referência lhes permitem crescer ainda mais sem envelhecer? E vida longa ao R.E.M.!!

Todas as músicas de “Collapse into now” terão vídeos produzidos por diferentes diretores escolhidos pela banda. A seguir, o clipe de “Uberlin” e “Discoverer”, gravado ao vivo no estúdio Hansa, em Berlin.