segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Com o fim do Oasis, agora é Liam quem manda!



Por Rodrigo Monteiro Gonçalves


2009 foi o último ano do Oasis, banda inglesa que já possuía 15 anos de estrada. Com 8 discos de estúdio, a derradeira briga dos irmãos Gallagher custou o fim de uma das maiores bandas de rock da atualidade.

Pois bem, Liam não esperou muito e já aprontou uma boa surpresa para os roqueiros. Juntamente com os ex-integrantes do próprio Oasis Andy Bell (baixo), Gem Archer (guitarra) e Chris Sharrock (bateria) e mais três músicos de apoio, o vocalista se saiu muitíssimo bem com o seu “Different Gear, Still Speeding”, em que flerta abertamente com influências muito bem vindas de bandas dos anos 60 como Stones, The Kinks, T-Rex, The Who e... Beatles, é claro!

Produzido por Steve Lillywhite (U2 nos anos 90) num estúdio em Londres, há canções bem Oasis, como “Standing on The Edge of The Noise” e “The morning son”, em que claramente a dedica ao irmão Noel - "So let it be/And given time/You go your way/And i’ll go mine". Mas no geral, a banda buscou mudar a sonoridade, canções simples, sem as paredes de guitarras de Noel, com pianos ao fundo e backing femininos.

As baladas também são de boa qualidade. “For anyone” e “Kill for a dream” emocionam quando ouvimos e celebramos a volta triunfal da voz de Liam, longe do ideal nos últimos discos do Oasis. O disco ainda tem alguns petardos rockers que impressionariam Noel, como “The Roller”, “Four letter word” e “Beatles and Stones”.

Muito bem aceito pela crítica, "Different Gear, Still Speeding” é um grande disco de estreia, mesmo que não se tenha a genialidade das letras de Noel, mas é compensado com ótimas canções e a boa forma de Liam.

Em recente entrevista, o vocalista demostrou vontade de retornar ao Brasil para as apresentações do B.E este ano. Mas nada de "Wonderwall" ou "Live Forever". - “Essa é uma banda nova. Vamos só tocar as músicas do novo álbum. Será um show de uma hora", finaliza o sempre simpático Liam...

As faixas:

01. Four Letter Word
02. Millionaire
03. The Roller
04. Beatles And Stones
05. Wind Up Dream
06. Bring The Light
07. For Anyone
08. Kill For A Dream
09. Standing On The Edge Of The Noise
10. Wigwam
11. Three Ring Circus
12. The Beat Goes On
13. The Morning Son

Abaixo, o vídeo de “The Roller”:




terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Documentário sobre o Foo Fighters será lançado em março. Banda tem apresentado músicas novas em seus shows


Por Rodrigo Gonçalves

Com data de lançamento marcada para 11 de abril, o sétimo álbum dos Foo Fighters ainda não tem nome. Mas de acordo com o líder e vocalista da banda, Dave Grohl, é o álbum mais pesado da carreira dos americanos. A produção do disco conta com Buch Vig, famoso produtor do clássico “Nevermind”, do Nirvana.

Em seus recentes shows, o FF tem apresentado músicas de seu próximo disco, como “These days”, "I Shoulda Know", Bridge Burning" e "Dear Rosemary", que contou com a presença de Bob Mould, do Sugar, que também participa do álbum.

Além do novo trabalho, a banda também se prepara para lançar um documentário em março, com o registro dos 16 anos de carreira do grupo. Assim como o novo CD, o nome deste documentário ainda não foi divulgado e promete mostrar a banda em seus primórdios. Desde o começo de Grohl assumindo as baquetas do Nirvana até a gravações deste novo trabalho.

“Dezesseis anos e sete discos de estúdio depois, com a ajuda do diretor vencedor do Oscar James Moll, finalmente vamos conseguir contar a história de como aquela fita demo virou a banda que somos hoje. Esse é o nosso lado da história. Desde o primeiro ensaio até o término de nosso novo álbum, está tudo lá”, conta Dave ao site da Rolling Stone. James Moll foi o vencedor do Oscar em 1998, com o documentário "The Last Days”.

Abaixo, você confere um vídeo da inédita “Bridge Burning”, gravada em um show secreto em Hollywood:




segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Novo trabalho do Green Day será lançado em março



Por Luciana Aguiar

O Green Day anunciou o lançamento do novo álbum, Awesome as Fuck, para o dia 22 de março. O novo trabalho inclui as melhores músicas da turnê realizada no ano passado e no final de 2009 do último álbum de estúdio da banda, o 21st Century Breakdown. Com este último trabalho o grupo, além de ter vendido mais de 3,5 milhões de cópias em todo o mundo, ganhou o Grammy de melhor álbum do ano de 2009.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

R.E.M. libera single de álbum novo para download



Por Rodrigo Gonçalves

O trio estaduniense R.E.M. liberou para download o primeiro single de seu próximo trabalho, o 15º da carreira, denominado “Collapse Into Now”, que inclusive já tem data para o lançamento: 8 de Março. A música, chamada “Discoverer', tem quase 4 minutos e pode ser ouvida acessando o site oficial da banda.

“Discoverer” diferencia-se um pouco do som característico do último álbum dos caras (“Accelerate”, de 2008) por ser um pouco mais cadenciada e menos objetiva. Quase toda falada, é quase um registro pessoal de Michael Stipe, mas o difícil é não se impressionar com a guitarra de Buck ao fundo, mas forte do que nunca! Lembra, com certeza, os melhores rockers do U2 da década de 90.

Provavelmente “Collapse Into Now” será bem mais complexo e diversificado do que seu antecessor, segundo declarações dos próprios músicos. É esperar pra ver!

Já que o assunto da semana é o R.E.M., a banda também disponibilizou para download o single de Natal deste ano intitulada “Christimas (Baby please come home)”, com o baixista Mike Mills nos vocais, mas o presente é somente para membros do fã clube oficial.

Abaixo, o vídeo com a letra oficial de “Discoverer”, divulgado no site do R.E.M. :



sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A-ha encerra carreira em show realizado em Oslo


Por Luciana Aguiar



Após quase trinta anos de uma trajetória muito bem sucedida, o trio norueguês A-ha se apresentou pela última vez no último sábado. O show de despedida foi realizado em Oslo, cidadade onde a banda foi originada.


Os fãs brasileiros despediram-se do A-ha em março deste ano, quando Morten Harcket, Paul Waaktaar-Savoy e Magne Furuholmen apresentaram sucessos inesquecíveis como "You´re the One", "Take On Me" e "Hunting High and Low", além das belíssimas canções do último album "Foot of the Mountain". A banda, uma das mais representativas dos Anos 80, certamente deixará saudades.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Após mudança na sonoridade, Kings of Leon entra de vez no Mainstream. E isso não é ruim...

Por Rodrigo Monteiro Gonçalves

O Kings of Leon, banda americana formada pelos irmãos Followill, Caleb (guitarra e vocal), Jared (baixo), Nathan (bateria) e pelo primo Matthew (guitarra), lançou em 2003 o seu primeiro disco, chamado “Youth and Young Manhood”, atraindo toda a atenção da crítica inglesa, com destaque para a música "Molly's Chambers', que de cara se tornou o hit da banda.

Um ano depois, o segundo trabalho – “Aha Shake Heartbreak” – confirmou o crescimento dos caras. O álbum reafirmou a presença da banda no cenário internacional, vendendo mais de 500 mil cópias na Inglaterra em um ano. A partir daí, passaram a abrir shows do U2 e participaram de turnês com grandes bandas, como Pearl Jam e Bob Dylan. No terceiro (“Because of The Times”), e principalmente no quarto disco dos KOL (“Only by the Night”) ficou perceptível a evolução da banda e a vasta criatividade que eles conseguiram consolidar. Sucessos como “Close”, “Use somebody” e a enérgica “Sex on fire”, fugiram do estilo "Southern Rock" característico da banda, passando visivelmente para algo próximo ao grunge.
Com o número de fãs aumentando a cada ano e fazendo apresentações em grandes estádios, o quarteto do Tennessee emplacou seu quinto disco de estúdio este ano. Intitulado “Come Around Sundown”, o álbum está evidentemente mais encorpado, com refrões pegajosos (característica notada já no álbum anterior), que nada lembra a simplicidade dos primeiros discos. Mas isso não quer dizer que o cd não tem qualidade, muito pelo contrário!
As primeiras cinco canções já valem o investimento. “Radioactive” foi escolhido o primeiro single e “The end” abre o disco enfatizando os males da solidão (“when your all alone/thinking about a better day/when we had it in our bones”). “Pyro” é coisa linda, com claras influências dos amigos do U2, mas fica na sua mente como chiclete. Outros destaques são “Pickup Truck”, “Pony Up”, a “doida” “Mary” é a faixa mais diferenciada do disco, com distorções e onde Caleb tem a oportunidade de mostrar todo seu conteúdo vocal. “Birthday” é uma das minhas favoritas e “Back down south” lembra os primeiros passos dos caras, uma volta às origens, vamos assim dizer.

O baixo, sempre evidente, faz um dos principais trabalhos deste disco, que quanto mais você escuta, mais gosta. Em suma, “Come Around Sundown” é, sim, um belo disco, e aponta a nova sonoridade dos Kings, gostem os velhos fãs ou não. Talvez seja uma banda para tocar em locais pequenos, mas fica evidente a produção competente, boas canções e que ainda tem tudo para progredir ainda mais, musicalmente.

O vídeo de "Radioactive", o primeiro do novo álbum:


terça-feira, 16 de novembro de 2010

The Wild Trapeze: album solo de vocalista do Incubus traz questionamentos através de belíssimas canções


Por Luciana Aguiar

Que o Incubus seja uma excelente referência no cenário alternativo mundial, não resta dúvidas. Que muito deste sucesso advém da sensibilidade expressa pelas letras feitas pelo vocalista Brandon Boyd, também não. A única dúvida que fica, de verdade, é por que a grande mídia brasileira subestima a capacidade artística da banda (assim como o de tantas outras)? O excelente show feito pelo grupo americano no festival SWU recentemente foi “retalhado” por um canal de TV a cabo que nem ao menos soube escrever corretamente o nome da banda nos créditos do video. Além disso, o espaço destinado aos comerciais ultrapassou (e muito!) o tempo destinado à reapresentação do show. Lamentável! Mas talvez a resposta esteja justamente no tipo de som que a banda produz: questionamentos intimistas e reflexões na voz marcante de Boyd e na mistura de ritmos contundentes feitos por um grupo que parece estar muito mais interessado no processo artístico de se produzir música (e seus efeitos) do que no mainstream em si.

Deparei-me com todos esses questionamentos e reflexões ao escutar o primeiro trabalho solo de Boyd. Após o impacto sonoro não resta dúvidas: trata-se de um artista multifocal, que ora apresenta um belíssimo show vocal, como em "Dance While The Devil Sleeps" ou mostra suas habilidades na percussão em ótimos arranjos como na faixa que dá nome ao disco, “The Wild Trapeze”. Em "Runaway Train", o primeiro single, matamos um pouquinho a saudade do estilo Incubus de se fazer música. Mas, pessoalmente, em a "A Night Without Cars", Boyd me fez refletir... (ainda mais) sobre as prisões e caminhos que muitas vezes escolhemos para viver. Ainda que os grandes cadernos de cultura nem ao menos citem este artista (e digo artista no sentido de produzir arte mesmo enquanto diferença e autenticidade e não reprodutor de tendências e estilos) fica aqui a dica: talvez muita gente não tenha percebido, mas, The Wild Trapeze é um dos álbuns mais originais de 2010.